Diário de viagem: Bragança!

Gente, no primeiro post sobre os lugares que fui na minha viagem, vou começar por Bragança, sobre a qual eu já falei aqui.

É uma cidadezinha pequena de Portugal, a uns 30km da fronteira com a Espanha, sendo mais perto de Madrid do que de Lisboa heheh

Bem, é verão na Europa e em Bragança estava MUITO QUENTE, sério, muito mesmo – mas no período de inverno lá costuma também nevar, e pelas fotos que vi, ela fica linda no inverno. Olha só:

casteloneve
Retirada do blog eskinasekantos

Um pouco sobre o município…

Bragança fica na região de Trás-os-Montes, norte de Portugal. O território da cidade já é ocupado desde o século II a.C., quando os grupos Celtas que viviam ali a batizaram de Brigância, passando a se chamar Bragança pois o nome original foi se latinizando.

A região foi ocupada, além dos Celtas, por Romanos também, e foi espaço de disputas com Mouros e também com Espanhois. Já sob poder de portugueses, foi um espaço de importância para Portugal nas disputas territoriais com Espanhois, por estar muito perto da atual fronteira.

Minha experiência…

A cidade é bem pequena, gente, e dá pra você fazer basicamente tudo no centro histórico a pé. A região de Bragança tem muito de turismo natural com praia de rio e parques e outras vilas bonitinhas, mas aí pra isso é preciso ter carro.

Eu fiquei hospedada no Hotel Estalagem Turismo, que fica em cima de um morro bem longe de tudo da cidade. Os quartos são bons, mas ele não é tudo que diz no site não, a piscina é pequena igual aquelas pra crianças e o acesso a ela é pelo lado de fora do hotel, fica meio longe pra usá-la e depois ir pro quarto tomar um banho, além de ficar meio isolada χ a wireless é só nas áreas comuns mas 99% do tempo não pega χ O atendimento é bem grosseiro, depois a moça melhorou quando a gente reclamou com a dona sobre isso χ – mas o atendimento da dona foi bem solícito  O restaurante tem um preço justo, comida gostosa e cada prato dá tranquilamente para duas pessoas, ponto positivíssimo  Táxi de lá para o centro dá uns 5 euros, o que é barato para nós (aqui em Brasília qualquer 5minutinhos dá 30, 40 conto)  O quarto é bom, as acomodações, o chuveiro, a cama 

Bem, o que tem pra ver e fazer em Bragança? O castelo! O castelo lá é bem legal, é bonito e dentro das muralhas tem várias casas e barzinhos, um jardim bem bonito, além de museus e o próprio castelo que dá pra visitar. Andar por cima das muralhas também é muito legal e dá uma visão linda da cidade!

Uma curiosidade: Na parte de dentro das muralhas do castelo tem um edifício chama Domus Municipalis, que significa Casa Municipal. Apesar do nome ter esse significado e o prédio realmente ter sido usado como sede municipal e da administração de Bragança no século XIX, ele não foi construído com essa finalidade, e sim como uma grande cisterna para guardar água principalmente da chuva.

Porém a maior curiosidade está no fato de ele ter sido construído no século XII por civis! Ele é o único exemplar de construção medieval que não foi sancionada e coordenada pelo Rei, um nobre ou algum funcionário real. Sentindo a necessidade de uma construção que auxiliasse na captação e armazenamento de água para a população, a própria população construiu o Domus. E há 2 pontos ainda mais interessantes: 1. o modelo da arquitetura usada no Domus – românica -, com toda a precisão arquitetônica, tendo sido concretizado por populares, pessoas que não tinham, teoricamente, o conhecimento necessário pra isso; 2. o fato de as pedras utilizadas no Domus não são encontradas no solo ao redor do Castelo, e sim foram trazidas de longe para construir esse prédio que acaba se distinguindo de todo o resto. Pelas fotos vocês podem ver:

Imagina carregar e trabalhar aquelas pedras retinhas do Domus? Hoje é até díficil a gente imaginar. Segundo a guia que nos explicou tudo isso que falei aqui pra vocês disse que não se sabe porque eles decidiram usar esse outro tipo de pedra, que era maior, mais pesada e se encontrava mais longe.

Além do Castelo, Bragança também tem um centrinho histórico que é a região da Praça Camões e da Sé de Bragança. Eu não consegui ver muito porque tava na época da eurocopa e Portugal tava na semi final, e por isso essa região tava toda ocupada por telões, barraquinhas e cadeiras pras pessoas verem os jogos, mas é uma região gostosa, com as típicas pastelarias portuguesas (que são nos moldes que no Brasil chamamos de padarias, com mesinhas e você pode comprar salgados, bebidas ou outras coisas e comer lá mesmo, sabe?) pra gente sentar, conversar e dar um tempo.

Basicamente, é isso. Lá não tem muita coisa não e é uma cidade que eu iria numa viagem de carro, que a gente passa em várias cidadezinhas diferentes rapidamente. Realmente eu não iria lá pra um turismo mais longo.

Bem, como eu estava em um Congresso acadêmico, eu participei de um evento social que foi organizado por eles, que foi uma visita à Régua e Pinhão, com um passeio de barco pelo rio Douro e uma visita a uma fábrica de vinhos. Porém, nem em Régua, nem em Pinhão, a gente conseguiu conhecer nada da cidade. A beira do rio, nas duas cidades, é muito bonita, mas não tivemos tempo – nem muito ânimo, com o calorão – de apreciá-las.

Bem, foi isso, gente. De Pinhão nós fomos pra Porto, mas isso vou contar pra vocês outro dia.

Beijosss

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