Meia noite em Paris

OIoioi gente!

Hoje vou fazer resenhinha de um filme lindinho e que não peca no quesito história. Com um misto de viagem no tempo e sonhos, Woody Allen conseguiu conquistar. Eu não sou fã desse diretor, mas esse filme me encantou.

Apesar de ter sua cota de romance – e, incrivelmente, não muito mamão com açúcar – o foco do filme não é a relação amorosa entre o casal principal, ou a descoberta de um amor genuíno e mental do personagem principal por uma outra mulher. A dose de romance que perpassa o filme todo é pela arte, pela história da arte, e pelo conhecimento. Paris é o símbolo maior, nesse interim, de possibilidade desses amores; espaço de realização não apenas por ser considerada a cidade mais romântica do mundo, mas por ter sido, com o passar dos tempos, espaço de grande desenvolvimento artístico ocidental, unindo muitos artistas e importantes expressões artísticas.

Basta jogar no google a palavra “Paris” e já vemos várias menções à “Cidade Luz”, “cidade da arte”, “da cultura”, “da moda”. E é nessa completude que Paris é mostrada no filme, com um toque mais especial: o fio de história da arte que guia todo o enredo do filme.

Passando por diversos momentos da história da arte, encontrando diversas personalidades diferentes, como Ernest Hemmingway, Salvador Dali, Luis Buñuel, Henri Matisse, Pablo Picasso, Toulouse-Lautrec e Paul Gaugin – entre muitos outros – e participando de diversos encontros e festas onde grupos de artistas desenvolvem suas potencialidades mentais, sociais e propriamente artísticas. Owen Wilson no papel do personagem principal – que de quebra me surpreendeu por fazer tão bem um papel tão sensível e não idiota (que é o papel típico desse ator) – se deixa levar pela magia de diversas épocas, reconhecendo as mudanças artísticas de cada era.

O trecho reproduzido abaixo é o meu preferido do filme todo, quando o personagem principal percebe o papel da temporalidade na vida das pessoas através da valorização do passado em detrimento do presente. Percebendo, com isso, a maleabilidade da expressão “Era de Ouro” e dos nossos gostos e admirações.

Bem, a viagem pelas diferentes épocas artísticas de Paris nos leva também a visualizar situações e pessoas influentes, nos deixando mais sensíveis e nos conectando a elas e a estes períodos de forma bela.

Super recomendo o filme para quem gosta de romance, de arte, de história, de viagem no tempo. Tudo junto ou um de cada vez, o filme aborda de forma muito envolvente. Vale a pena!

Beijs, e aproveitem!

Saiba mais em…

Site: Filmow

Sinopse: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir para Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Diretor: Woody Allen                         Ano: 2011

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